Pesquisar este blog

Carregando...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Raças de Equinos

Andaluz:
DIGNO DE SER MONTADO POR UM REI EM DIA DE TRIUNFO
História: Raça do sul da Peníncula Ibérica, originada dos cruzamentos com cavalos berberes, durante o domínio mouro. Conhecido como cavalo Colonizador. Entrou na formação das principais raças atuais, como: Puro Sangue Inglês, Trakehner, Hanoveriana, Holsteiner, e outras.
Características: Forte e rústico, de caráter nobre, temperamento vivo, dócil e de grande resistência. Tem movimentos ágeis, elevados, extensos e enérgicos, porém suaves, com grande facilidade para reunião, crina e cauda longa, luxuriantes, e, com frequência, aneladas.
Aptidão: É o mais antigo cavalo de sela do Ocidente. Sua versatilidade lhe permite ser treinado para o Adestramento Clássico, Salto, Alta Escola, Tração Ligeira e Doma de Campo.
No Brasil: O Brasil orgulha-se de possuir um dos melhores rebanhos da raça no mundo.
Características: O Andaluz é um cavalo de grande presença. Embora não seja muito veloz, é ágil e atlético. Tem uma cabeça de extraordinária nobreza, o perfil característico, dito ‘de falcão',
Altura: Cerca de 1,57m.
Pelagem: Tordilho, castanho e alazão.
Usos: Sela, tourada, adestramento, shows.

American Trotter:
CAVALO POR EXCELÊNCIA
História: Cavalos de tração foram trazidos por colonizadores espanhois e passaram a ser desenvolvidos e selecionados como animais exclusivamente de trote, por canadenses e americanos.
Características: Em sua formação genética, certamente correm os sangues do Puro Sangue Inglês, Orloff, Bretão, Normando, entre outros o que contribuiu para sua semelhança com o PSI, com musculatura mais desenvolvida e passo travado.
Aptidão: Corridas de trote atrelado ou montado. Muito usado nas atividades de lazer, em charretes ou em provas de hipismo e enduro.
No Brasil: Utilizado por imigrantes italianos em corridas de charrete teve as corridas de trote oficializadas apenas em 1946. Estima-se que hajam no país cerca de 1.200 animais.

Árabe:
BELEZA, RESISTÊNCIA E INTELIGÊNCIA
História: Desenvolvida por beduínos nômades do deserto da Arábia, que queriam exemplares que resistissem ao clima e às batalhas. Foi descoberto pelos europeus anos depois e usado para melhorar o plantel das tropas militares.
Características: Resistência, inteligência, velocidade e versatilidade são qualidades marcantes. Pode ser reconhecido por sua cabeça pequena e côncava, o pescoço arqueado, a linha de garupa horizontal e a cauda levantada.
Aptidão: O cavalo Árabe é destaque em provas de salto, enduro, western pleasure, halter, e outras.
No Brasil: As primeiras importações aconteceram em 1837 e voltam a acontecer em 1922. A ABCCA foi fundada apenas em 1965 e o primeiro livro do Stud Book foi editado em 1980. A criação brasileira é hoje uma das melhores do mundo.
Altura: 1,47 á 1,57m.
Pelagem: Tordilho, castanho, alazão, preto.
Usos: Sela, corridas, saltos de obstáculos, lida, lazer, circo.

Anglo Árabe:
RESISTÊNCIA E VELOCIDADE
História: Fruto cruzamento das duas raças mais valorizadas do mundo: o Puro Sangue Árabe e o Puro Sangue Inglês. É considerado em genética eqüina, o maior sucesso já obtido no cruzamento de duas raças puras.
Características: De tamanho médio, é um animal inteligente e com grande facilidade de adaptação. Herdou do Puro Sangue Inglês, a velocidade, o galope estendido e as aptidões para salto e do Árabe, a elegância e a resistência.
Aptidão: O Anglo Árabe, tem se destacado nas mais diversas modalidades hípicas Olímpica, principalmente em provas de Salto e Enduro
No Brasil: O primeiro Anglo Árabe a nascer no Brasil foi Jango, em 1948. Filho de Anglo Árabes importados da Hungria, sua descendência foi utilizada nas cavalarias do exército brasileiro
Altura: Entre 1,62 á 1,67m.
Pelagem: Tordilho, castanho e alazão.
Usos: Sela, desportos hípicos.

Appaloosa:
INCONFUNDÍVEL BELEZA
História: Surgiu na Europa há pelo menos 18 mil anos e veio para a América com os colonizadores espanhóis. A raça foi aprimorada pela tribo de índios Nez Perce, que habitava a região do rio Palouse, no Oregon (EUA).
Características: Ágeis, rústicos, velozes e resistentes, usados em longas distâncias e travessia de regiões íngremes e áridas. Têm pelagem exótica, sendo que sob sua cor básica aparecem pintas salpicadas, mais intensas na anca.
Aptidão: Utilizado em atividades de trabalho no campo e é destaque em provas de trabalho como: laço, rédeas, tambor e baliza, apartação, working cow horse e muitas outras.
No Brasil: O registro n° 1 da raça é de Comanche´s Double, importado em 1975. Hoje, o país tem o segundo maior plantel do mundo: são 25 mil cavalos registrados, distribuídos em mais de 3 mil criadores.
Há cinco pelagens oficiais da Appaloosa: Blanket (cobertor), marble (mármore), leopard (leopardo), snowflake (floco de neve) e frost (geada).
Altura: 1,47 á 1,57m.
Pelagem: Sarapintado (blanket - cobertor, marble - mármore, leopard - leopardo, snowflake - floco de neve e frost - geada).
Usos: Sela, competição.

Brasileiro de Hipismo:
DETERMINAÇÃO, ENERGIA E CORAGEM
História: A partir de 1977, com a fundação da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo de Hipismo, iniciou-se a criação de uma raça brasileira com aptidão para os esportes hípicos. O BH é o resultado de animais rigorosamente selecionados das raças Anglo-árabe e PSI com as tradicionais criações Trakehner, Hannoveriana, Westfalen, Holsteiner, Oldenburg, Orloff, Sela Francesa e Sela Belga.
Características: Trata-se de um animal de grande porte, com olhos vivos e narinas grandes. Sua cabeça é expressiva e nobre. Pode ser encontrado nas mais diversas pelagens sólidas.
Aptidão: Suas características o credenciam para as mais nobres provas eqüestres, entre elas o adestramento, salto, enduro e o CCE.
No Brasil: Hoje são mais de 18 mil animais registrados entre BH e raças formadoras.

Bretão:
FORÇA E DOCILIDADE
História: Originário da província da Bretanha no noroeste da França onde as difíceis condições climáticas e as características pobres das terras, contribuíram para o aparecimento de uma raça de cavalos forte e resistente.
Características: Animal de porte médio mas muito forte, chega a pesar até 900 kg e sua cabeça pode medir 1 m.
Aptidão: Cavalo de tração com temperamento dócil e de fácil manejo também utilizados em cruzamentos para garantir mais robustez e rusticidade a outras raças.
No Brasil: O Bretão foi introduzido no Brasil pelo Exército, sendo utilizado na agricultura. O trabalho de seleção se deu a partir da década de 30 em São Paulo, dando origem a uma linhagem própria, com animais que daí se expandiram para outros criatórios e regiões.
Altura:1,47 á 1,60m.
Pelagem: Castanho, alazão, rosilha.
Usos: Sela, engate, tração pesada, lida

Campolina:
VIVACIDADE E DOCILIDADE
História: Raça brasileira, definida há mais de 80 anos do cruzamento de um garanhão Puro Sangue Lusitano com uma égua marchadora. Outros cruzamentos inseriram o sangue Percheron, Orloff, Oldenburger, Mangalarga Marchador e Puro Sangue Inglês, até a obtenção do padrão desejado da raça Campolina.
Características: É um cavalo de porte médio para grande, com região frontal subconvexa na região nasal. Normalmente sua pelagem é baia ou castanha.
Aptidão: Indicado para marcha batida ou picada; excelente para passeios e cavalgadas. As principais competições da raça são as provas de Marcha e Morfologia.
No Brasil: Foram registrados mais de 80 mil animais distribuídos pelo país, com concentração maior na região do sul de Minas.
Altura: 1,52 á 1,65m.
Pelagem: Castanho, alazão, baio e amarelado. Crinas e membros negros ás vezes zebruras listras, raia da cernelha à garupa.
Usos: Sela, engate.

Crioulo:
DÓCIL E ATLETA
História: Originário das grandes planícies dos pampas até as encostas dos Andes, descende dos cavalos trazidos pelos colonizadores espanhóis. Adaptou-se ao frio intenso e ao calor desgastante, tornando-se um animal muito resistente.
Características: Apesar do baixo porte, possui musculatura consistente e ossatura compacta. Extremamente ágil e resistente, foi feito para trabalhar com gado.
Aptidão: Além de sua funcionalidade na lida com o gado, tem se destacado nas provas do Freio de Ouro e vencido as principais provas de rédeas do Brasil. A raça foi sensação em algumas provas nos EUA.
No Brasil: Durante séculos, povoou o sul do Brasil, Uruguai, Argentina, Chile e Paraguai, mas agora está conquistando todo o país. São cerca de 140 mil animais vivos registrados e distribuídos entre aproximadamente 14 mil proprietários.
Altura: 1,42 á 1,52m.
Pelagem: Castanho, baio.
Usos: Lida, hipismo rural.

Friesian:
NOBRE, FORTE E RÚSTICO
O cavalo Friesian é um impressionante animal "feito" para todos os esportes e displinas equestres e para a recreação.
Ele é admirado por sua aparência e bom temperamento, tendo apenas pelagem preta. Sua origem está na Friesland, uma província ao norte da Holanda.
Eles tinham a capacidade de ser montado por cavaleiros com armaduras completas e foi bastante utilizado para transportar cargas pesadas. Ao final da idade média foi se adaptando ao serviço pesado das fazendas.
A raça que correu risco de desaparecer está se tornando muito popular na equitação.
Seus aspectos mais admiráveis são: docilidade, temperamento alegre e está sempre disposto a aprender a trabalhar

Gypsy Cob ou Gypsy Vanner:
NOBRE, RÚSTICO, DOCIL E FORTE
O Gypsy Cob ou Gypsy Vanner é uma nova, linda e rara raça de cavalos desenvolvida pelos Ciganos Europeus (Grã-Bretanha).
Estes Cavalos Foram produzidos seletivamente ente durante os mais de 100 anos passados para criar um tipo de Shire pequeno que fosse bastante colorido para combinar com suas caravanas.
As raças de cavalos utilizadas para a fundação desta raça são: Clydesdale, Shire, Friesian e Dales Pony.

O Gypsy Cob é encorpado, forte, bem construído e na mesma proporção.
Características: incluem pernas pesadas, costas curtas, pescoço musculoso, cabeça bem definida , olhos expressivos, ossos substanciais e grandes. O seu andamento depende do pedigree, pode se encontrar vários tipos de andamentos, bem como marcha trotada, andamentos semelhantes a do cavalo Friesian etc.
Sua força juntamente com uma natureza dócil permite os Gypsy Cobs serem cavalos de montaria dispostos e versáteis para esportes eqüestres , como dressage, equitação ocidental, a caça à raposa , saltos, pista de equitação e , claro, a atrelagem.É um animal de sangue frio, rústico e super resistente, possui esqueleto forte e musculatura altamente desenvolvida.
Curiosidades: Países como os EUA já estão bem avançados na criação e evolução da raça. Os Americanos batizaram a raça como Gypsy Vanner Horses. Gypsy significa Cigano, Vanner significa Cavalo adequado para puxar caravanas.
A raça chegou nos Estados Unidos em 24 de novembro de 1996 quando o Americano Dennis Thompson importou o primeiro Casal "um eprodutor Gold's Bat e uma égua chamada Dolly''. Apos a chega do primeiro casal, no período de 2 anos foram importados mais 16 exemplares capazes de construir geneticamente a peça central da raça nos Estados Unidos e, em seguida, fundaram a Gypsy Vanner Society.
Nota: O tamanho mais comum é cerca de 1.45 a 1.50m. O Gypsy Cob parece sempre muito maior do que realmente é, devido à sua morfologia peculiar. Os Cavalos Gypsy Cobs já não estão mais limitados ao titulo "Cavalos de tração", hoje esta raça é muito mais utilizada para equitação e passeios ao ar livre (sela) do que para atrelagem.
Aptidões: Dispostos e versáteis para esportes eqüestres, como: dressage, equitação ocidental, a caça à raposa, saltos médios, pista de equitação e, claro, a atrelagem.
Pelagens: Todas as pelagens são permitidas, inclusive pelagens jamais vistas no Brasil.
A pelagem tradicional é pampa de preto, nome usado no Brasil.
MOVIMENTAÇÃO: O registro de andamento pode ser variado, mas o padrão é trote. O galope flexível e aberto.
Temperamento: Suave, calmo, muito emocional, ele pode procurar a companhia do homem e é agradável com outras espécies animais.

Haflinger:
FORTE, DÓCIL E PELAGEM EXÓTICA
Cavalo de porte médio, de grande resistência e docilidade. Caracteriza-se por crina e cauda brancas e pelagem alazã dourada.
Originado nos Alpes Austríacos disseminou-se pela Itália, Alemanha, Austria e Suíça.
Suas aptidões e características o qualificam para trabalhos agrícolas, sela e tração.
Os primeiros Haflinger chegaram ao Brasil em 1974 com cinco éguas, quatro potros e um garanhão.

Holsteiner:
ELEGÂNCIA E POTÊNCIA
História: Originado na região de Schleswig-Holstein no norte da Alemanha é produto de um programa sistemático de seleção de mais de 700 anos, conduzido por fazendeiros que produziram um cavalo elegante de equitação e carruagem que poderia também trabalhar no campo.
Características: O Holsteiner moderno tem tamanho médio, partes traseiras fortes e poderosas. Sua garganta arqueada levanta-se de um ombro bem dobrado a uma cabeça pequena com um olho grande.
Aptidão: Considerado um dos melhores de carruagem do mundo, são destaques nas disciplinas Olímpicas como o adestramento clássico e o salto.
No Brasil: Em 1935 foi importado o primeiro grande garanhão Holsteiner, Lord, servindo como base, junto a importantes animais de outras raças, no desenvolvimento da raça Brasileiro de Hipismo.

Lusitano:
NOBREZA, DOCILIDADE, INTELIGENCIA E VALENTIA
História: O mais antigo cavalo de sela do Ocidente surgiu no sul da península Ibérica. Deu origem a diversas raças, entre as quais as brasileiras Mangalarga e Campolina.
Características: Cavalo de grande porte, com movimentos ágeis, elevados, extensos e enérgicos, porém suaves. Pelagem geralmente tordilha apresenta expressão vigilante. É um trotador inteligente, obediente e corajoso.
Utilização: É um animal próprio para provas de hipismo, principalmente as provas de adestramento. Muito resistente nas questões alimentares, devido à sua potência digestiva.
No Brasil: Os primeiros exemplares chegaram ao Brasil em 1541, trazidos pelos portugueses. Em 1966, após a extinção e cruzamento com outras raças, iniciou-se a primeira criação de Lusitanos puros no país. Contudo, apenas em 1972 a sua criação tornou-se mais reconhecida.
Altura: 1,52 á 1,62m.
Pelagem: Tordilho, castanho, alazão.
Usos: Sela, tiro, tourada, adestramento, shows.

Muares:
RÚSTICOS E RESISTENTES
História: Presente em importantes momentos da civilização, o jumento carregou Jesus quando criança e transportou mercadorias por toda a história. É considerado um dos primeiros animais a ser domesticado pelo homem.
Características: De pequeno e médio porte, boa musculatura e aprumos regulares, possuem orelhas bastante grandes. Os Muares são produto do cruzamento de jumentos e jumentas com cavalos e éguas de diversas raças, gerando burros e mulas (estéreis).
Aptidão: Animais de tração, rústicos e resistentes a terrenos acidentados e temperaturas altas. Apropriados para o trabalho no campo, lazer, turismo equestre e cavalgadas.
No Brasil: Supõe-se que foram trazidos pelos colonizadores portugueses via introdução de cavalos de origem berbere. As principais raças no país são o Jumento Nordestino (o jegue), Jumento Pega e o Jumento Paulista.
Mangalarga:
RESISTENCIA, DOCILIDADE E NOBREZA
História: É considerada a raça mais antiga formada na América Latina, sendo resultado do cruzamento de cavalo Andaluz com éguas nacionais, cujo resultado foi combinado depois com Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo-Árabe e American Saddle Horse para aperfeiçoar suas habilidades para a lida com o gado e para as práticas esportivas, na época, a caça ao veado.
Características: Cavalo de porte médio, bons andamentos, de marcha trotada, dócil, ágil e muito inteligente. Perfil reto, olhos grandes e com expressão inteligente.
Aptidão: Cavalo de sela por excelência perfeito para passeios, cavalgadas e trabalho com gado.
No Brasil: O plantel brasileiro conta com mais de 180 mil cavalos distribuídos em todo país.

Mangolina:
DIGNO DE SER MONTADO POR UM REI EM DIA DE TRIUNFO
História: O Mangolina, que ainda não pode ser considerado uma raça, é um cruzamento entre cavalos Mangalarga Marchador e Campolina, tem tido muita aceitação e vem conquistando cada vez mais espaço em cavalgadas e eventos.
Características: Cavalo de marcha extremamente confortável. Rústico e de grande porte físico como o Campolina. Dócil, inteligente e com corpo bem definido do Mangalarga Marchador. Possui pelagens exóticas.
Aptidão: Suas características o qualificam para cavalgadas devido à alternância de marchas que dão muita comodidade ao cavaleiro. Tem sido destaque em eventos de marcha.
No Brasil: Não há, ainda, uma estatística que quantifique o mercado, mas centenas de animais têm sido negociadas a preços elevados.

Mangalarga Marchador:
O CAVALO DE SELA BRASILEIRO
História: Surgiu há cerca de 200 anos no sul de Minas Gerais, do cruzamento da raça Alter, de origem andaluza, com éguas também originárias da Península Ibérica. É ideal para grandes viagens em marcha, aliando a comodidade à resistência e o brio do animal.
Características: Cavalo leve, de porte médio, forte e musculoso. Temperamento ativo e dócil resiste a longas distâncias. É inteligente e de fácil adestramento.
Aptidão: Muito usado como cavalo de sela em passeios e cavalgadas. No esporte, a preferência é para marcha, enduro, lida com gado e provas funcionais.
No Brasil: Os mais de 300 mil animais registrados garantem a esta raça o título de. A mais popular do Brasil. Os principais centros criadores são MG, RJ e SP. Fundada em 1949, a Associação de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador está presente em todo o país.

Morgan:
Historia: O Morgan tem uma peculiaridade: a raça nasceu de um único reprodutor excepcionalmente prepotente, que se chamou, de início, Figure, mas ficou depois conhecido pelo nome do seu segundo dono, o professor Justin Morgan, que o recebeu em pagamento de uma dívida (1975). Cavalo de passeio e, cada vez mais, de competição, de sela e de tiro por igual, o Morgan foi, até a mecanização, o cavalo de remonta do exército americano. Uma estátua de Justin Morgan na Morgan Horse Farm da universidade de Vérmont, é um memorial permanente a um dos mais extradionários cavalos do mundo.
Características: O Morgan foi deliberadamente condicionado para exibir uma andadura elevada, pomposa. Mas se os cascos são aparados de modo normal, o cavalo se move livremente no quadro das andaduras tradicionais sem levantar indevidamente os jarretes. A raça é resistente, tem grande exuberância e vigor excepcional. Mais refinado na aparência que o arquétipo antigo, mas parrudo também, o Morgan moderno é fogoso, mas inteligente e fácil de adestrar.
Origem: Árabe: contribuição possível mas não documentada. Thoroughbred: O sangue thoroughbred pode ter tido papel significativo nos primeiros tempos.
Altura: Entre 1,47 e 1,57m.
Cores: Todas, excepto Tordilho
Usos: Sela, Tiro

Pampa:
BELEZA, DOCILIDADE E CORAGEM
História: O cavalo pampa não é especificamente uma raça, mas um grupamento de eqüinos portadores de pelagem malhada, exceção ao Paint Horse.
Características: O cavalo Pampa brasileiro possui belíssimas variedades de pelagens e um diferencial relevante: andamento marchador, qualidade esta, extremamente valorizada no exterior.
Aptidão: Trata-se um animal ideal para atividades de lazer, turismo eqüestre, cavalgadas e enduros de regularidade.
No Brasil: Não há registro da data de introdução da raça no Brasil, porém, acredita-se que foi trazido por colonizadores portugueses através da introdução de alguns poucos cavalos de origem berbere e, principalmente, pelos cavalos holandeses, quando da invasão de Pernambuco.

Paint Horse:
VERSATILIDADE E BELEZA
História: No passado, os Quarto de Milha com manchas maiores do que 5 cm eram castrados e não recebiam registro. Por suas qualidades e beleza, esses animais foram selecionados para a criação de uma nova raça, culminando com a fundação da associação americana de Paint Horse (APHA).
Características: Animal muito musculoso, compacto e ágil. Pelagem com manchas. Assim como o Quarto de Milha, o Paint Horse é imbatível ao percorrer curtas distâncias (400 m).
Aptidão: Ideal para lida com gado, destaca-se por sua habilidade e versatilidade nas mais diversas provas: corrida, tambor e baliza rédeas, apartação, entre outras.
No Brasil: Chegou ao Brasil há pouco mais de 8 anos e já conta com aproximadamente 7 mil animais.

Pantaneiro:
RÚSTICO E RESISTENTE
História: Sua origem está ligada à história da colonização de uma grande região da América Latina. Os índios Guaicurus habitantes da região do pantanal conquistaram em batalhas com os espanhóis alguns cavalos de origem Bérbere que posteriormente foram cruzados com cavalos Célitos Lusitanos e Andaluzes dando origem a estes maravilhosos animais.
Características: Porte médio e extraordinária sobriedade e resistência ao trabalho extremo e contínuo. Possuem uma extraordinária dureza dos cascos e capacidade de pasteio de forragens submersas, durante o período de cheia.
Aptidão: Reúne as principais características de um cavalo de sela. O andamento é o trote, macio e confortável, com tração predominantemente dianteira.
No Brasil: A Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Pantaneiro conta hoje com aproximadamente 80 criadores associados, distribuídos em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Pônei:
PEQUENO E CORAJOSO
História: Eqüino de baixa estatura imagina-se que este animal desenvolveu-se em uma região que oferecia poucos recursos de subsistência. A escassez de alimentos propiciou o surgimento deste animal pequeno e rústico,
Características: Sua estatura não passa de 1,50 m sendo contemplados todos os tipos de pelagens. Os animais de menor estatura, até 90 cm, são chamados de mini-pônei.
Aptidão: Apesar de seu tamanho, pode ser usado como animal de sela e tração. Os animais com temperamento mais manso são muito utilizados para inicialização de crianças.
No Brasil: Existe um grande esforço para padronização das raças Pônei Brasileiro e Piquira. São mais de 1500 associados distribuídos em todo país.

Puro Sangue Inglês:
VELOZ, ALTIVO E CORAJOSO
História: É impossível definir a origem do Puro Sangue Inglês. Sabe-se que entre os séculos XVII e XVIII, foram feitos cruzamentos de cavalos ingleses com éguas importadas da Espanha, Turquia e Itália a fim de incrementar a velocidade dos cavalos de corrida, esporte muito popular na Inglaterra.
Características: Cavalo de médio para grande porte, pelagem castanha ou tordilha, geralmente sólida, com perfil reto e olhos grandes. A raça está presente na formação das principais raças modernas de cavalos para esporte.
Aptidão: Animal utilizado especificamente para corridas planas ou com obstáculos, salto, adestramento e CCE.
No Brasil: São aproximadamente 20 mil cavalos registrados no Brasil, distribuídos em todo o território nacional.

Quarto de Milha:
O MAIS VERSÁTIL
História: Primeira raça desenvolvida nas Américas, o Quarto de Milha é típico do oeste americano. Surgiu no início de 1600, resultado do cruzamento de animais da Arábia e Turquia. Destaque para sua habilidade em lidar com o gado.
Características: Bem definido, compacto e musculoso, é um animal ágil e veloz para atividades em pequenas distâncias. Nenhum outro animal o supera em ¼ de milha. Apesar de sua força e habilidade, é muito dócil e confiável.
Utilização: Muito usado no campo, se destaca em provas funcionais que exigem agilidade e/ou velocidade, tais como: tambor e baliza, vaquejada, laço, rédeas, apartação, corridas, working cow horse, team penning, entre outras.
No Brasil: O primeiro cavalo a chegar foi importado da famosa King Ranch do Texas, maior fazenda dos EUA. No Brasil são mais de 285 mil cavalos registrados e divididos entre 39 mil criadores e proprietários.

Sela Francesa:
BELEZA, DOCILIDADE E CORAGEM
História: Da região da Normandia é fruto do cruzamento de cavalos Puro Sangue Inglês com éguas de linhagens antigas de sela ou Anglo-Normandas trotadoras.
Características: Cavalo de ótima estrutura e de muita classe, bom caráter e temperamento vivo. Seus membros fortes apresentam andamentos extensos e de muita impulsão.
Aptidão: Estes animais são grande destaque em provas de salto, adestramento e concurso completo de equitação.
No Brasil: Além de se destacarem nas diversas competições hípicas realizadas em nosso país, tem sido usado na seleção de nossa raça BH (Brasileiro de Hipismo).
É a raça do mais importante cavalo de Rodrigo Pessoa, Baloubet Du Rouet.

3 comentários:

  1. muito bacana mas precisava saber sobre o clydesdale faço medicina veterinária e preciso saber se tem criatório do clydesdale no brasil, mas valeu...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Estou pesquisando sobre a raça, acredito que tenha sim criatório, porem pequeno e desconhecido, assim que tiver as informações, farei um postagem, agradeço a duvida, se tiver mais duvidas pode enviar que farei o possível para ajudar

      Excluir
  2. Eiita site bão gostei dms.

    ResponderExcluir